Tâmara Jacinto

textos, resenhas, rabiscos, e o que mais der na telha

Informações e desinformações junho 20, 2009

Filed under: textos - criatividade & inovação — tamarajacinto @ 11:46 pm

A imprensa, por seu papel social necessita de ética e responsabilidade. Ela é detentora do poder de levar informação à população, e de forma geral tem credibilidade perante a sociedade. Essa relação de confiança é prejudicial para o cidadão quando esses preceitos não são seguidos. A informação disseminada pela mídia na maioria das vezes é tida como verdade.

A partir disso, a isenção de opinião, a imparcialidade, e a consciência de ser um profissional que tem o dever de levar informação para sociedade são fatores que se fazem necessários no exercer da profissão de jornalista.

Uma situação recorrente hoje em dia é que vários jornalistas opinam sobre determinado assunto, sem deixar claro que aquilo é opinião. Nesse caso, cabe ao público ouvir a informação de forma crítica, o que na prática é difícil de ocorrer, já que encaram o fato como real.

A dita grande mídia é campeã em informar de acordo com os interesses dos grupos proprietários ou parceiros. Como negócios estão em jogo, informações são repassadas como se fossem “verdades universais”, sem mostrar todos os ângulos da notícia.

Essa promiscuidade da grande mídia faz com que as pessoas fiquem alienadas e sem capacidade de pensamento crítico. A população é informada de acordo com as formas que a notícia foi moldada.

A falta de ética e responsabilidade na verdade é uma negação à democracia, contribuindo para a desinformação da sociedade e para a ascensão de veículos e pessoas preocupadas somente com interesses próprios. Hoje, o espectador e o leitor necessitam de discernimento e disposição para descobrir outras formas de receber a mesma informação para assim, não cair na padronização de pensamentos e opinião.

 

O poder da radiodifusão junho 20, 2009

Filed under: textos - criatividade & inovação — tamarajacinto @ 11:43 pm
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Em 30 de outubro de 1938, vai ao ar o programa Guerra dos Mundos, em Nova York pela rádio Columbia Broadcasting Sytem (CBS). Baseado no romance de H. G. Wells, Orson Welles e o grupo de Teatro Mercury encenam no dia de Hallowen invasões alienígenas e diversas situações estranhas.

Apesar da introdução do programa informar o caráter ficcional das transmissões, muitos ouvintes da rádio, entenderam a “brincadeira” como pura realidade.

Welles inseriu interrupções na programação rotineira da emissora, gerando assim, uma sensação de realidade nos ouvintes.

A transmissão de 2 horas com reportagens ao vivo, e aparecimento de objetos não identificados, anúncios de mortes e envio de ajudas de outros países geraram pânico, reações desesperadas e fugas por parte da população de Nova York e Nova Jersey (local informado como base da invasão).

No final da transmissão Orson Welles na função de locutor diz que o programa não passava de ficção.

O caso rendeu processos judiciais e num primeiro momento Welles declarou que nada havia sido intencional. Mais tarde ele afirma que o programa não foi inocente, atentando para a credibilidade daquele aparelho de comunicação.

O episódio de 1938 acende discussões de responsabilidade e ética, uma vez que a vida das pessoas foi atingida pela “brincadeira” de Hallowen.

 

A fama e a veracidade junho 20, 2009

Filed under: textos - criatividade & inovação — tamarajacinto @ 11:19 pm
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shattered_glass

O filme “Shattered Glass” trata da história verídica de um jovem jornalista americano, Stephen Glass, que ganhou fama a partir de seus impressionantes artigos, porém muitos deles eram inventados.
O jargão “mentira tem perna curta” se encaixa no caso de Glass, que falsificou anotações, inventou telefones e cartões de visita, para justificar suas fontes muitas vezes inexistentes e no final das contas foi descoberto.
Na época, apesar de fazer freelancer para algumas revistas dos Estados Unidos, o jornalista era contratado da revista The New Republic. Essa revista de veiculação nacional era considerada “leitura obrigatória” na Casa Branca. O prestígio e importância da revista proporcionaram louros ao jovem Stephen a cada texto publicado.
Porém, após três anos no veículo seus artigos começaram a ser questionados perante a veracidade das informações. Descobriu-se que 27 dos 41 textos publicados eram parcial ou inteiramente inventados.
Stephen burlava a ética jornalista que tem como premissa básica o compromisso com a verdade.
O exemplo de Stephen Glass traz a tona discussões que envolvem a responsabilidade de um profissional de comunicação. Esses profissionais têm um pacto implícito com a sociedade. Eles detêm a informação e tem de prestar o serviço de transmiti-la a contento para as pessoas. Simplesmente pelo fato de que as pessoas acreditam nesses profissionais. Brincar com essa credibilidade é tratar as pessoas como brinquedos também. É desrespeitá-las. Um publicitário que produz uma propaganda com mensagens subliminares, usando os aspectos psicológicos para atingir seu público. Isso é honesto? Um jornalista que engana as pessoas com suas palavras. Enganar alguém é honesto? Um relações públicas que camufla ações imorais da empresa que representa. É honesto?
A questão é de honestidade. E a honestidade tem se perdido em detrimento do quanto vale em dinheiro, quanto vale em prestígio, quanto vale em fama, quanto vale em sucesso.

 

Bem vindos! junho 20, 2009

Filed under: textos - criatividade & inovação — tamarajacinto @ 6:07 pm

gritoEste blog tem a finalidade inicial de postar os trabalhos desenvolvidos para a disciplina Criatividade & Inovação. O pedido de sua criação foi feito pelo professor Olímpio Cruz.

Hoje, fuçando na ferramenta, percibi que tudo não acabará por aqui. As possibilidades são inúmeras, e estamos mesmo aqui para dizer o que queremos, pensamos, concordamos e indignamos.

Se você ainda não tem um blog, se adianta e põe a boca no mundo antes que alguém faça isso por você. Nada é mais valioso que ter sua própria voz!

Mãos à obra!

 

 
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