
O filme “Shattered Glass” trata da história verídica de um jovem jornalista americano, Stephen Glass, que ganhou fama a partir de seus impressionantes artigos, porém muitos deles eram inventados.
O jargão “mentira tem perna curta” se encaixa no caso de Glass, que falsificou anotações, inventou telefones e cartões de visita, para justificar suas fontes muitas vezes inexistentes e no final das contas foi descoberto.
Na época, apesar de fazer freelancer para algumas revistas dos Estados Unidos, o jornalista era contratado da revista The New Republic. Essa revista de veiculação nacional era considerada “leitura obrigatória” na Casa Branca. O prestígio e importância da revista proporcionaram louros ao jovem Stephen a cada texto publicado.
Porém, após três anos no veículo seus artigos começaram a ser questionados perante a veracidade das informações. Descobriu-se que 27 dos 41 textos publicados eram parcial ou inteiramente inventados.
Stephen burlava a ética jornalista que tem como premissa básica o compromisso com a verdade.
O exemplo de Stephen Glass traz a tona discussões que envolvem a responsabilidade de um profissional de comunicação. Esses profissionais têm um pacto implícito com a sociedade. Eles detêm a informação e tem de prestar o serviço de transmiti-la a contento para as pessoas. Simplesmente pelo fato de que as pessoas acreditam nesses profissionais. Brincar com essa credibilidade é tratar as pessoas como brinquedos também. É desrespeitá-las. Um publicitário que produz uma propaganda com mensagens subliminares, usando os aspectos psicológicos para atingir seu público. Isso é honesto? Um jornalista que engana as pessoas com suas palavras. Enganar alguém é honesto? Um relações públicas que camufla ações imorais da empresa que representa. É honesto?
A questão é de honestidade. E a honestidade tem se perdido em detrimento do quanto vale em dinheiro, quanto vale em prestígio, quanto vale em fama, quanto vale em sucesso.